Epilepsia

A epilepsia é uma síndrome caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas que são originados de um grupo de neurônios disfuncionantes, que emitem sinais atípicos ou irregulares.

Estes sinais e sintomas podem ser variados, dependendo da localização do grupo de neurônios, variando de flashes e luzes à movimentação espontânea e incontrolável de mãos, braços e pernas.

As crises da epilepsia podem ser dividas em parciais ou generalizadas. As parciais atingem apenas uma parte do cérebro e as generalizados afetam todo o cérebro.

As crises parciais ainda podem ser divididas em simples – sem comprometimento da consciência, e complexas – em que há algum grau de comprometimento da consciência, como embotamento (enfraquecimento) até a sua perda.

Estima-se que existam cerca de 50 milhões de pessoas são portadoras de epilepsia no mundo, sendo a maior prevalência em países em desenvolvimento.

As causas mais comuns da epilepsia são idiopáticas (sem causa identificada), em torno de 55 a 65%. As demais são oriundas de alguma doença cerebrovascular (10 a 20 %), tumores (4 a 7%), trauma (2 a 6%) e infecção (0 a 3%).

As consequências da epilepsia, quando não tratada, ocorrem sobre a qualidade de vida dos pacientes, uma vez que não tendo controle das crises, estes podem apresentar dificuldade de se manter no emprego, estudar e realizar atividades cotidianas. Além disso, pessoas com crises parciais complexas e generalizadas, sofrem o risco de acidentes.

Há ainda indivíduos que podem apresentar o “estado do mal epilético” (várias convulsões seguidas, sem recuperação entre elas) que, se não tratadas rapidamente, podem levar a danos cerebrais definitivos.