Acidentes de trânsito elevam casos de traumatismo craniano

Rede Brasil
22/07/2015

Em alusão ao Dia do Motorista, a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia alerta para a boa conduta no trânsito

O Dia do Motorista, comemorado no próximo dia 25 é um bom motivo para conscientizar motoristas, pedestres e ciclistas: prudência, bom senso, respeito ao outro e boa conduta podem evitar acidentes de trânsito, responsáveis por milhares de mortes, casos de invalidez, traumatismos cranianos e gastos na área da saúde - considerando-se socorro, tratamento e reabilitação das vítimas. Entre as sequelas mais graves está o traumatismo craniano, quando ocorre pancada na cabeça. “Se o cérebro inchar, poderá ter consequências graves e, às vezes, necessitar de uma craniectomia, uma técnica responsável pela retirada de parte do crânio para que ele não comprima o cérebro.”, explica o neurocirurgião Luiz Daniel Cetl, da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN).

Em 2014, segundo o Ministério da Saúde, foram 201 mil feridos hospitalizados, 52.200 indenizações por morte e 596 mil pessoas indenizadas por invalidez, conforme dados do seguro DPVAT (Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre). No mesmo ano, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 100.396 acidentes envolvendo feridos e 8.227 acidentes com registro de óbito nas estradas federais. Pesquisa realizada pelo Ibope (2014) também apontou que, somente em São Paulo, o número de usuários de bicicleta é de 261 mil pessoas.

Diante das estatísticas, o neurocirurgião Luiz Daniel Cetl faz uma ressalva para os casos graves, em especial os que culminam em traumatismos cranianos decorrente de acidentes no trânsito, seja com motoristas, ciclistas ou pedestres: “Hoje, as técnicas são avançadas, existem materiais modernos e há a possibilidade de moldar as próteses até sob medida. Mas pode ocorrer uma infecção hospitalar e, nestas situações, a correção da falha óssea pode demorar até seis meses para que o paciente se recupere. Ainda assim, após cessadas as infecções, o paciente precisa ser ´descolonizado´ das bactérias hospitalares para, somente depois desse processo, realizarmos a cranioplastia e a colocação da prótese”.

Muitos dos procedimentos hoje realizados, e até mesmos óbitos devido a traumatismo craniano, poderiam ser evitados se houvesse uma política mais forte de conscientização para boas condutas no trânsito. “Respeitar o limite de velocidade, usar o cinto de segurança, ter educação e bom senso ao andar por vias públicas, são algumas medidas capazes de prevenir acidentes e, consequentemente, preservar vidas e casos graves de traumatismo craniano”, diz Cetl.

Fonte: http://noticias.rbc1.com.br/saude/33081/acidentes-de-transito-elevam-cas...