Sintomas de hemangioma cerebral podem ser similares ao de tumor

Revista Hospitais Brasil
30/03/2016

Embora não seja maligna, doença requer cuidados. Diagnóstico se faz por meio de exames de ressonância magnética.

 

Em dia 7 de abril é celebrado o Dia Mundial da Saúde, data em que a sociedade médica concentra ações para a promoção de diferentes temas para a melhor conscientização da população leiga a respeito de doenças e seus tratamentos. É também uma oportunidade para colocar em foco doenças pouco divulgadas, como é o caso do hemangioma cerebral – caracterizado pelo desenvolvimento anormal das células dos vasos sanguíneos na cabeça.

 

“Apesar de assintomático na maioria dos casos, o hemangioma também pode gerar dor cabeça, convulsões, alteração no equilíbrio, na visão e na coordenação motora, dependendo da sua localização, e que se explica ao gerar aumento da pressão intracraniana, bem como de outras estruturas ligadas ao movimento e sentidos, quando ocorre um sangramento”, explica o neurocirurgião pela UNIFESP, Dr. Luiz Daniel Cetl, membro do grupo de tumores do Departamento de Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

 

Os sintomas citados acabam por gerar ansiedade na população leiga, que não raro associa alterações cerebrais a possibilidade de um tumor maligno. Dr. Cetl explica que embora os tumores cerebrais também apresentem alguns destes sintomas, eles ocorrem de forma diferente. “Os sintomas do tumor cerebral geram evolução gradativa dos sintomas, enquanto o hemangioma em sangramento causa efeitos imediatos. Ou seja, um distúrbio do movimento aparece repentinamente neste caso e não dia após dia, de forma crescente, como nos tumores cerebrais”, explica.

 

O diagnóstico da doença se faz por meio de exames de ressonância magnética, muitas vezes através de avaliação realizada por algum outro motivo. Em todos os casos, o hemangioma não é uma doença maligna, embora requeira cuidados. Quando assintomático, é indicado observação periódica e nos casos de sangramento, tem como conduta a ressecção cirúrgica ou, em situações específicas, a radiocirurgia.

 

“Ainda não se sabe os fatores desencadeantes do hemagioma, mas quando não é possível fazer a ressecção total de um caso de sangramento, pode haver recidiva. Por isso é preciso ter acompanhamento e avaliação constante por um especialista”, adverte o neurocirurgião.

 

FONTE: http://www.revistahospitaisbrasil.com.br/noticias/sintomas-de-hemangioma...