Com a evolução da medicina, o que mudou e quais são as alternativas no tratamento do tumor cerebral e da epilepsia?

A evolução na medicina, novos remédios, equipamentos, técnicas e pesquisas, contribuiu para o tratamento e recuperação de diversos doenças, entre elas a epilepsia e o tumor cerebral.

Esses avanços permitem que pesquisadores, médicos e demais profissionais da área da saúde, primordialmente, busquem cada vez mais respostas para poder oferecer alternativas e tratamentos eficazes para os portadores de epilepsia e também tumor cerebral, doenças que impactam direta e indiretamente na vida do doente – e que é o foco desse nosso espaço.

A respeito dos tumores cerebrais, o Projeto Genoma é extremamente importante em diversas áreas do conhecimento humano, mas sobretudo para a medicina. Por exemplo, em relação aos tumores cerebrais, pesquisadores descobriram que parte de cromossomos específicos e através dos marcadores moleculares MGMT (enzima) e IDH (proteína) é mais fácil identificar a doença e orientar o tratamento mais indicado e adequado, dependendo do caso de cada paciente.

O conhecimento da parte funcional e da plasticidade cerebral permitem responder a muitas perguntas. Ao mesmo tempo, ampliam as buscas de tratamentos e a criação de novas técnicas e medicamentos. É o caso também das cirurgias, que contam com o auxílio de imagens cada vez mais precisas para o mapeamento do cérebro e identificação da região lesionada através da monitoração neurofisiológica, como nos exames de ultrassom, neuronavegação e ressonância magnética.

Como os tumores ficam localizados em regiões de difícil acesso e identificação, o aperfeiçoamento das imagens permite que o médico, durante a cirurgia, por exemplo, consiga localizar e determinar com mais precisão a real extensão da área lesionada.

As medicações também tiveram avanços significativos, ainda no campo dos tumores cerebrais e epilepsia. Hoje, permitem que o portador mantenha-se estável, retardando o quadro de degeneração neurológica. Drogas mais seletivas proporcionam melhores respostas nos tratamentos e menos efeitos colaterais aos pacientes.

Toda a evolução da medicina, as recentes descobertas de novas técnicas cirúrgicas, pesquisas e tratamentos são fundamentais e amparam médicos e demais profissionais que irão lidar com todo o tipo de doença. Do lado do paciente, existem “armas” importantes e preventivas, como prestar atenção aos sintomas frequentes, realizar exames de rotina e ter uma boa qualidade de vida (alimentação, prática de atividades físicas, etc). Não basta apenas a “medicina” evoluir. O homem tem que fazer a sua parte também. E, às vezes, é mais simples do que se pensa.

Independente dos avanços, que chegam para diminuir ou eliminar doenças, proporcionar uma boa qualidade de vida e permitir a reinserção às atividades rotineiras, é importante frisar que é imprescindível prestar atenção aos sintomas frequentes que indicam que algo não está indo bem e, como atitude preventiva, realizar consultas e exames.